Nesta quinta-feira (27), o Tribunal do Júri de Tramandaí inicia o julgamento de quatro acusados pela tentativa de homicídio, ocorrida em 2017, da cabeleireira Návia Regina Christan, conhecida como Maninha. A vítima foi atacada em sua residência, onde um executor contratado atirou contra sua cabeça. Ela sobreviveu, mas perdeu a visão de um olho.
Pouco mais de um ano depois, em novembro de 2018, Návia foi assassinada dentro de seu salão de beleza; a investigação inicial levou à condenação dos executores do homicídio, em 2022. Posteriormente, novas apurações identificaram os mandantes, os mesmos da tentativa de homicídio em 2017: a irmã e o cunhado da vítima – a motivação do crime estaria relacionada a desavenças familiares e questões financeiras.
O julgamento atual se concentra na tentativa de homicídio de 2017. Os réus são os mandantes, uma intermediária e o executor. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) aponta que o crime foi qualificado por motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e promessa de pagamento.
A cidade de Tramandaí acompanha o desdobramento do caso, que mobiliza a comunidade e reforça a expectativa por justiça.