Estudo da NASA alerta para aumento do nível do mar e riscos para cidades brasileiras

Foto: Divulgação

A NASA divulgou dados que apontam um aumento significativo no nível dos oceanos nas últimas décadas. Entre 1993 e 2023, o mar subiu 9,4 cm, com aceleração mais intensa nos últimos anos. O fenômeno é impulsionado pelo aquecimento global, causado pelo derretimento das geleiras e pela expansão térmica das águas oceânicas.

Se as emissões de gases de efeito estufa continuarem em alta, o aquecimento global pode atingir níveis críticos, colocando em risco diversas cidades costeiras ao redor do mundo. No Brasil, algumas das regiões mais vulneráveis incluem:

  • Rio de Janeiro: Ilha do Governador e Duque de Caxias;
  • Pará: Ilha de Marajó e partes de Belém;
  • Amapá: Oiapoque e a Reserva Biológica do Lago Piratuba;
  • Maranhão: Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses;
  • Rio Grande do Sul: Porto Alegre e Pelotas.

Para mitigar os efeitos desse avanço, especialistas recomendam a redução das emissões de gases poluentes, investimentos em energias renováveis e adoção de soluções urbanísticas voltadas à resiliência climática. Infraestruturas como barreiras naturais e artificiais também podem contribuir para a proteção de regiões costeiras.

No Rio Grande do Sul, o tema ganhou relevância com a visita do governador Eduardo Leite e do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, à Holanda em fevereiro de 2025. A missão oficial teve como objetivo conhecer experiências do país europeu na prevenção de enchentes, explorando soluções de infraestrutura e políticas públicas voltadas à gestão de águas e à proteção de regiões vulneráveis.

A visita ocorreu quase um ano após uma das maiores enchentes da história do estado, que deixou várias regiões submersas. A Holanda é referência mundial em sistemas de proteção contra enchentes, com projetos como barreiras de contenção e sistemas de drenagem avançados.

O estudo da NASA reforça a necessidade de ação imediata e coordenada entre governos e sociedade para minimizar os danos e garantir maior segurança para as populações afetadas. O monitoramento constante e o planejamento preventivo são fundamentais para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e preservar as áreas costeiras brasileiras.

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